Sobre a arte e a consultoria

Quem faz arte, sabe que nenhuma peça “modelada” é igual a outra, mesmo que se utilizem os mesmos materiais, as mesmas cores ou o mesmo tema! Antes do início da produção, imagino mentalmente como será o projeto, mas é ao longo de sua configuração que consigo imergir com carinho e dedicação compondo “aquela” obra singular.

Isto me leva a estabelecer uma relação com a concepção e aplicação de uma intervenção de consultoria. Sim, há muito mais de ARTE na PSICOLOGIA do que a gente pode imaginar! Acompanhe o meu raciocínio.

Quando uma empresa pede um programa de desenvolvimento de seus gestores ela pode até não saber precisar “o que” deve ser tratado em seu conteúdo, mas existe “um porquê” deste seu pedido. Quando aprofundo com o cliente para conhecer o “miudinho”, como os fatos específicos e situações vivenciadas em sua empresa que o motivaram a fazer esta solicitação, é neste momento que consigo captar o cerne da questão.

Entenda. Algumas vezes identifico e busco ajuda-lo a perceber, se for o caso, que a solução pode até não ser um programa de desenvolvimento de líderes, ou pode ser mais que um programa de líderes… Isto porque ao ser apresentado o “problema desencadeador” do pedido, levanto hipóteses e formulo perguntas que me ajudam a confirma-las ou refutá-las e formulo um modelo sobre os pontos críticos que merecem atenção.

Relacionando com a arte que pratico, é como se a matéria prima da obra estivesse sendo testada: o tipo de pincel, as tintas com suas nuances, o tamanho da figura no espaço da peça, o uso que terá, o local aonde será colocado, a pessoa que será presenteada, a harmonia que terá no contexto geral… E o modelo criado trata-se da organização da expressão do cliente e de suas necessidades.

Continuando com a consultoria, consideremos que a solução seja realmente um programa de desenvolvimento de líderes. Com base neste modelo é que concebo o conteúdo do programa e o faço de forma especifica e contextualizada para a empresa. A ordem das temáticas tratadas dentro do cronograma de aplicação, também segue a lógica especifica sobre como as necessidades da empresa se combinam.

Mas a especificidade também não para por ai. Ao construir o conteúdo utilizo uma abordagem não somente “próxima” da realidade da empresa, mas a SUA realidade. Antes de iniciar o preparo das sessões realizo uma reunião com o(a) solicitante aonde ele/ela me falará de exemplos específicos de situações da empresa e estas situações se transformam em “casos reais” e em exemplos que pautarão e ilustrarão a condução do programa

“As cores, nuances e tons” da relação de ajuda firmada são como um “processo artesanal”, único e feito com muito amor.”

Neste momento busco me eximir de preferências pessoais ou modelos pré-formatados; acolho as situações apresentadas pelo cliente e tento expressá-las da melhor forma que conseguir, expressando a sua cultura. De novo relaciono com a arte por me lembrar um texto que li de Bruno Portela que dizia: “a ação da arte não possui um vínculo com a história de vida ou a personalidade do artista, a função do artista é simplesmente dar forma aos conteúdos, o que leva a que estes conteúdos recebam uma construção racional e modelada por um contexto social”.

É como a arte que vejo minha contribuição por meio do meu trabalho!!

Por Marcilia Simeão.

Em 10/08/2016

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